Les 24 Heures du Mans - As 24 horas de Le Mans 2018

86ª Edição - Um Grande Espetáculo sobre Rodas Velozes

A tradicional prova de 24 horas francesa, na cidade de Le Mans, foi disputada nos dias 16 e 17 de junho de 2017. E pela segunda vez e primeira neste século é vencida por uma equipe Japonesa. A primeira foi a Mazda em 1991 com o modelo 787B.

Neste ano o bólido Toyota TS050 Híbrido, da equipe  Toyota Gazoo Racing, com o carro n°8 pilotado pelo espanhol  Fernando Alonso, pelo suíço Sébastien Buemi e pelo japonês Kazuki Nakajima que teve a honra de pilotar as últimas quatro horas completado 388 voltas em um dia! 21 voltas a mais que em 2017!

Os organizadores. No centro Jean Todt (Presidente da Federação Internacional de Automobilismo e diretor executivo que faz parte do quadro de conselheiros da Escuderia Ferrari na Fórmula 1) e Pierre Fillon (de óculos escuros, atual Presidente do L'Automobile Club de l'Ouest) que detém a organização da prova desde 1923.

A bandeira de largada nas mãos do tenista espanhol Rafael Nadal

O grande piloto belga Jacky Ickx, que exibe no braço esquerdo o número de vitórias em Le Mans...

... foi convidado para dirigir o carro madrinha

Fernando Alonso deseja conquistar a tríplice coroa, ou seja, ganhar as 24 horas de Le Mans, conseguiu, campeão do mundo de Fórmula Um ( 2005 e 2006 pela Renault) e ganhar a Indy 500. 

O único até hoje foi o grande inglês Graham Hill, pai de Damon Hill. Foi campeão de Fórmula Um em 1962 e 1968, ganhou em Le Mans em 1972 com um Matra-Simca MS 670 V12, junto com o francês Henri Pescarolo. Ganhou em Mônaco em 1963, 1964, 1965, 1968 e 1969! O ítalo americano Mário Andretti e o canadense Jacques Villeneuve venceram a Indy 500 e um campeonato de Fórmula Um. Falta a ambos Le Mans!

A festa da equipe nipônica

A largada foi dada às 15h00 de sábado, de 16 de junho de 2018 e finalizando no domingo no mesmo horário. Foram 24 horas de corrida num circuito de 13,629 quilômetros, 1.540 quilômetros percorridos, 388 voltas, 62 carros nas categorias LMP1, LMP2, LMGT PRO e LMGT AM. Na categoria LMP1 os carros atingem cerca de 345 quilômetros por hora na reta Hunaudiéres.

A cidade

O Circuito tem 13,629 quilômetros. A reta Hunaudiéres sofreu alterações em 1990. Foram colocados duas chicanes com o objetivo de diminuir a velocidade. Antes dela o Porsche 917 atingiu 385 km/h e em 1988 um WM Peugeot equipado de um motor V6 com 2,8 litros e 850 cavalos cravou 406 km/h! 

Vista aérea da reta Hunaudiéres

O segundo lugar para o Toyota de n°7   do inglês Mike Conway, do japonês  Kamui Kobayashi e do argentino José Maria López que completaram 386 voltas

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Um carro híbrido da LM P1 pode ter um motor sem limite de cilindrada e a híbridação tem que ter dois sistemas de recuperação de energia. A potência máxima para carro híbrido da LM P1 é de 1000 cavalos e o LM P1 não híbrido 650. O primeiro pode ter quatro rodas motrizes, o segundo apenas duas e a caixa sete marchas só pode ter uma embreagem e não pode ser automática . A carroceria tem que ser fechada, monobloco, em carbono e discos e pastilhas em carbono também. A velocidade final é de 345 km/h. Alguns carros tem sistema de ar condicionado outros não e a temperatura interna destes podem chegar a 60 graus. O comprimento deve ser de 4,65 metros, 1,8 a 1,9 de largura e máximo de 1,05 de altura. A distância entre eixos é livre. O peso do hibrido deve ser de 878 quilos enquanto do não- híbrido 833.

O sistema de recuperação de energia (ERS) deve ser declarado antes da corrida. Pode ter: 2,4, 6 ou 8 mega joules (MJ) e se limitar a dois sistemas. A Toyota (patrocinador DENSO) fez a opção de um duplo ERS aproveitamento e utilizando os dois eixos motrizes. Tanto um quanto o outro, ou ambos, permite enviar o excesso de energia ao motor. São limitados a 400 cavalos em Le Mans.

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O Rebellion R13 com motor Gibson n°3 da equipe Rebellion Racing pilotado por Laurent / Beche / Menezes chegou em terceiro, completando 376 voltas. É um carro da categoria LMP1. Como a maioria dos LM P1 tem motor V8 Gibson, atmosférico, 650 cavalos, seis marchas, pneus Michelin e tanque de 73 litros.

Outro Rebellion R13 chegou em quarto lugar com os pilotos André Lotterer, Nell Jani e Bruno Senna completando 375 voltas.

O bólido Oreca (Organisation Exploitation Compétition Automobiles) é uma empresa francesa fundada em 1973.

Presta consultoria à várias equipes do campeonato de Endurance (WEC), Toyota inclusa, e ficou com o 5,6,7 e 8º lugares. Também equipado com o motor V8 Gibson. O carro nº 26 da equipe G-Drive Racing pilotado por Rusinov, Vergne e Pizzitola completou 369 voltas. Na tarde de segunda-feira, dia 18 de junho, foi desclassificado por irregularidades no sistema de alimentação de combustível! Tem 96 horas para fazer um recurso.

O Oreca da Jackie Chan DC Racing, nº 37 de Jaafar e Jeffri  ganharam a posição.

Outro piloto ex Fórmula Um estava lá. Juan Pablo Montoya pilotou um Ligier JS P217 também com motor Gibson da equipe United Autosports, categoria LMP2 (European Le Mans Series) junto com Owen e De Sadeleer. Chegaram em 10º lugar e completaram 365 voltas

Mais um ex piloto da Fórmula Um. Trata-se de Jan Lammers, que correu com um Dallara na categoria LMP2 da equipe Racing Team Nederland estava lá. Completou 62 anos em 2 de junho. Idade permite muita velocidade!

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LMP2 com o Oreca 07, Dallara P217 e Ligier JSP217 todos eles com motor Gibson V8 atmosférico com 4,2 litros, 600 cavalos, caixa com seis velocidades, tanque com capacidade para 75 litros de gasolina e peso de 930 quilos. Os carros correm com pneus Michelin ou Dunlop. Os motores são alugados por hora de utilização.  São da Gibson Technology Ltd com sede no Reino Unido. O comprimento deve ser de 4,75 metros, 1,8 a 1,9 de largura e máximo de 1,05 de altura. A distância entre eixos é livre. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A Porsche alcançou sua 107º vitória em Le Mans! O modelo 911 RSR n°92 da Porsche GT Team pilotado Laurens Vanthoor, Michael Christensen e Kévin Estre venceu na categoria GTE Pro, 17º colocado na classificação geral. Completaram 344 voltas e deram um show de pilotagem nas últimas duas horas. A pintura remete ao "Pink Pig/Porco Rosa" do Porsche 917/20 que correu em Le Mans em 1971 e chegou a 386 km/h na reta Hunaudiéres!

  O carro nº 91 de Lietz, Makowiecki, Bruni chegou em 18º na geral e a dobradinha na categoria foi muito comemorada!

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Os carros da GTE ( Aston Martin, Corvette, BMW M8, Porsche 911, Ferrari 488 e Ford GT ) o motor atmosférico terá no máximo 5.500 cm³ e o Turbo 4.000 cm3 e potência de 520 cavalos. Deve ter tração traseira, chassi original e carroceria idem com arco de proteção interno.  Tanque de 90 litros.  O comprimento deve ser de 4,8 metros, 12,05 de largura e máximo de 1,25 de altura. A distância entre eixos é livre. Peso: 1.245 quilos.  Nota: O motor do 911 foi reposicionado em posição central traseira.

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A marca de Stuttgart  ganhou em duas categorias! O Porsche 911 RSR n°77 da equipe Dempsey Proton Racing pilotado por Campbell,  Riad, Andlauer completaram 335 voltas e ganharam na categoria GTE Am.

O Ford GT n°68 da equipe  Ford Chip Ganassi Team USA pilotado por Bourdais / Hand / Müller completou 343 voltas e chegou em 19º lugar. Seu motor é um V6 Turbo com 3,5 litros e 520 cavalos de potência e caixa de seis marchas. O GT de Andy Priaulx, Harry Tincknell e do brasileiro Tony Kanaan foi penalizado. Cada piloto deve dirigir no mínimo seis horas seguidas e Tony Kanaan fez 5h16'24" e foi penalizado em onze voltas! Os fiscais não perdoam!

O Chevrolet Corvette C7.R n°63 da equipe Corvette Racing-GM de Antônio Garcia, Jan Magnussen e Mike Rockenfeller completou 342 voltas e chegou em quarto na categoria LM GTE PRO e  19º na geral graças às penalizações dos Ford GT. Quem viu a corrida pela TV percebeu que o duelo foi muito bom!

A equipe AF Corse d’Amato Ferrari  alinhou três Ferrari 488 GTE Evo. No carro 51 chegaram James Calado, Pier Guidi e Daniel Serra. O carro nº 52 tinha outro brasileiro Luis Felipe "Pipo" Derani que dividiu o volante com Vilander, Giovinazzi. Na matéria da página oficial do Automóvel Clube do Oeste (ACO Automobile Club de l'Ouest) foram chamados de "Serra e Derani (Ferrari), Le Mans do Brasil" O carro abaixo chegou na 23ª posição na classificação geral completando 341 voltas.

A equipe Aston Martin Racing categoria LM GTE  PRO correu com o modelo Vantage AMR com motor V8 Bi-Turbo de 4,0 litros e 520 cavalos. Ficaram em 26º na classificação geral com 339 voltas completadas nas mãos de Marco Sorensen, Nicki Thiim e Darren Turner. O regulamento permite no mínimo dois pilotos e no máximo três

A volta da BMW na categoria LM GTE PRO após seis anos de abstenção. O modelo M8 GTE tem motor V8 Bi-Turbo, 4,0 litros, 520 cavalos e ficou na 36º posição na classificação geral com a dupla Martin Tomczyk e Nick Catsburg. Completaram 332 voltas.

A equipe Aston Martin Racing categoria LM GTE  AM correu com o modelo Vantage com motor V8 atmosférico de 4,5 litros e 520 cavalos. Ficaram em 39º na classificação geral com 327 voltas completadas nas mãos de Lynn / Martin / Adam 327 voltas. Quatro  carros foram inscritos, dois na PRO e dois na GTE , mas só o de número 97 foi classificado na GTE.

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Classificação das 24 Horas de Le Mans 2018 

  • 1 - Toyota TS050 Hybrid - Toyota Gazoo Racing n°8 - Alonso / Buemi / Nakajima 388 tours
  • 2 - Toyota TS050 Hybrid - Toyota Gazoo Racing n°7 - Conway / Kobayashi / Lopez 386 tours
  • 3 - Rebellion R13 - Gibson n°3 - Rebellion Racing – Laurent / Beche / Menezes 376 tours
  • 4 - Rebellion R13 - Gibson n°1 - Rebellion Racing – Lotterer / Jani / Senna 375 tours
  • 5 - Oreca 07 - Gibson n°26 - G-Drive Racing - Rusinov / Vergne / Pizzitola 369 tours – Desclassificado!
  • 6 - Oreca 07 - Gibson n°38 - Jackie Chan DC Racing – Tung / Richelmi / Aubry 367 tours
  • 7 - Oreca 07 - Gibson n°39 - Graff-So24 - Gommendy / Hirschi / Capillaire 366 tours
  • 8 - Oreca 07 - Gibson n°28 - TDS Racing - Perrodo / Duval / Vaxivière 366 tours
  • 9 - Ligier JS P217 - Gibson n°32 - United Autosports - Owen - De Sadeleer - Montoya 365 tours
  • 10 - Oreca 07 - Gibson n°37 - Jackie Chan DC Racing – Jaafar / Jeffri / Tan 361 tours
  • 11 - Oreca 07 - Gibson n°31 - Dragonspeed – Gonzalez / Maldonado / Berthon 360 tours
  • 12 - Oreca 07 - Gibson n°38 - Jackie Chan DC Racing – Tung / Richelmi / Aubry 356 tours
  • 13 - Dallara P217 - Gibson n°29 - Racing Team Nederland - Van Eerd / Lammers / Van der Garde 356 tours
  • 14 - Oreca 07 - Gibson n°33 - Jackie Chan DC Racing – Cheng / Boulle / Nicolet 355 tours
  • 15 - Ligier JS P217 - Gibson n°23 - Panis-Barthez Compétition - Canal / Buret / Stevens 352 tours
  • 16 - Dallara P217 - Gibson n°35 - SMP Racing – Shaitar / Newey / Nato 345 tours
  • 17 - Porsche 911 RSR n°92 - Porsche GT Team - Christensen - Estre - Vanthoor 344 tours
  • 18 - Porsche 911 RSR n°91 - Porsche GT Team - Bruni - Lietz - Makowiecki 343 tours
  • 19 - Ford GT n°68 - Ford Chip Ganassi Team USA - Bourdais / Hand / Müller 343 tours
  • 20 - Ford GT n°67 - Ford Chip Ganassi Team UK - Priaulx / Tincknell / Kanaan 343 tours
  • 21 - Chevrolet Corvette C7.R n°63 - Corvette Racing-GM - Garcia / Magnussen / Rockenfeller 342 tours
  • 22 - Dallara P217 - Gibson n°47 - Cetilar Villorba Corse - Nasr / Lacorte / Sernagiotto 342 tours
  • 23 - Ferrari 488 GTE Evo n°52 - AF Corse – Vilander / Giovinazzi / Derani 341 tours
  • 24 - Ford GT n°66 - Ford Chip Ganassi Team UK - Mücke / Pla / Johnson 340 tours
  • 25 - Ferrari 488 GTE Evo n°51 - AF Corse - Calado / Pier Guidi / Serra 339 tours
  • 26 - Aston Martin Vantage n°95 - Aston Martin Racing – Sorensen / Thiim / Turner 339 tours
  • 27 - Ferrari 488 GTE Evo n°71 - AF Corse - Bird / Rigon / Molina 338 tours
  • 28 - Porsche 911 RSR n°77 - Dempsey Proton Racing – Campbell / Riad / Andlauer 335 tours
  • 29 - Ferrari 488 GTE n°54 - Spirit of Race - Flohr - Fisichella - Castellacci 335 tours
  • 30 - Porsche 911 RSR n°93 - Porsche GT Team - Bamber - Pilet - Tandy 334 tours
  • 31 - Ferrari 488 GTE n°85 - Keating Motorsport - Keating - Bleekemolen / Stolz 334 tours
  • 32 - Porsche 911 RSR n°99 - Proton Competition – Long / Pappas / Pumpelly 334 tours
  • 33 - Ferrari 488 GTE n°84 - JMW Motorsport – Griffin / MacNeil / Segal 332 tours
  • 34 - Porsche 911 RSR n°80 - Ebimotors – Babini / Nielsen / Maris 332 tours
  • 35 - Ligier JS P217 - Gibson n°50 - Larbre Compétition – Creed / Ricci / Dagoneau 332 tours
  • 36 - BMW M8 GTE n°81 - BMW Team Mtek - Tomczyk / Catsburg / Eng 332 tours
  • 37 - Porsche 911 RSR n°56 - Team Project 1 – Bergmeister / Lindsey / Perfetti 332 tours
  • 38 - Ferrari 488 GTE n°61 - Clearwater Racing - Griffin / Mok / Sawa 332 tours
  • 39 - Aston Martin Vantage n°97 - Aston Martin Racing – Lynn / Martin / Adam 327 tours
  • 40 - Ferrari 488 GTE n° 70 - MR Racing - Beretta - Cheever / Ishikawa 324
  • 41 - Ford GT n°69 - Ford Chip Ganassi Team USA - Briscoe / Dixon / Westbrook 311 tours
  • 42 - Ginetta G60-LT-P1 - Mecachrome n°5 - CEFC TRSM Racing (Manor) – Robertson / Simpson / Roussel 289 tours
  • 43 - Porsche 911 RSR n°86 - Gulf Racing – Wainwright / Barker / Davison 283 tours

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Nos Boxes

  • São 534 metros de extenção diante dos boxes.
  • 35 segundos é o tempo de abastecimento de um GTE.
  • Velocidade máxima de 60 km/h
  • A cada parada um pen drive registra potência do motor, consumo, velocidade, etc. Este deve ser entregue a organização em 10 minutos no máximo!
  • As melhores equipes trocam os pneus em 17 segundos. Dois homens para colocar e um para acionar a pistola automática. Cada roda pesa em torno de 20 quilos ( o pneu pesa 11,5 quilos e a roda 8,5 quilos)
  • O combustível é colocado sobre pressão por uma bomba.
  • Na troca de pilotos tem que se desligar o carro, há troca de bancos, ajuste de pedais e volante, recolocação dos cintos...em 35 segundos no máximo

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É tradição há anos a presentação e o desfile dos carros no centro da cidade de Le Mans

Todos estão presentes! Pilotos e equipes!

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Os pilotos

O grande Henri Pescaloro, construtor e piloto dá uma entrevista. Correu na Fórmula 1,2,3 e campeão em Le Mans em 1972, 1973, 1974 e em 1984. Também em 1984 campeão da Porsche Cup. Em 1991 foi campeão das 24 horas de Daytona a bordo de um Porsche 962C e dividiu o volante com Hurley Haywood, John Winter, Frank Jelinski e Bob Wollek. Em 2000 criou sua própria equipe obtendo ótimos resultados no Campeonato de Endurance. Duas vezes vice campeão no campeonato FIA Sportscar em 2002 e 2003. Campeão da Le Mans Series em 2005 et 2006. Com 22 vitórias Henri Pescarolo é o terceiro no número de vitórias no Campeonato do mundo de Esporte Protótipos. Bela carreira! Está com78 anos e na ativa!

Abaixo Juan Pablo Montoya, Tony Kanann, Jason Button, Jan Lammers.... e Bruno Senna que chegou em quarto lugar geral!

 

Os patrocinadores

Texto, tradução e montagem:  Francis Castaings  - Fotos/Photos: ACO - Automobile Club de l'Ouest

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Les 24 Heures du Mans - As 24 horas de Le Mans 2017

17 e 18 de junho de 2017

Vista Aérea

A partida de uma das corridas mais tradicionais do planeta foi dada às  15h00 de sábado, de 17 de junho de 2017 e finalizando no domingo no mesmo horário. Foram 24 horas de corrida num circuito de 13,629 quilômetros, 1.540 quilômetros percorridos, 367 voltas, 62 carros na partida e velocidades de até 345 quilômetros por hora.

Haviam cerca de 259.000 espectadores para ver 33 pilotos franceses, 9 brasileiros, italianos,, americanos, neozelandeses, Australianos, ingleses, portugueses, dinamarqueses, japoneses, russos, checos...e neste ano não choveu A prova é realizada pela ACO (Automobile Club de l’Ouest), empresa detentora das 24h de Le Mans desde 1923 .Este é o Espírito de Le Mans

Onde? Oeste de Paris, França.

Os números 904, 906, 908, 910, 911, 917, 935, 936, 956, 962, Porsche WSC-95 TWR, são muito conhecidos nas pistas do mundo. E também em Le Mans. E em 2017 ocorreu a 19ª vitória da marca alemã Porsche com um modelo 919 Hybrid que repetiu o feito de 2015 e 2016.

O trio de pilotos Timo Bernhard (alemão) , Brendon Hartley e Earl Bamber (Australianos) vitoriosos com o Porsche nº2. Houve um problema de perda de motricidade na tração dianteira o que o deixou parado por mais de uma hora nos boxes. O número 1 parou pouco depois do meio dia de domingo e não conseguiu chegar nos boxes.  Já havia completado 318 voltas das 367. A média horária do Porsche nº 2 foi de 245,6 km/h contra 235,2 km/h do Oreca que chegou em segundo lugar geral. Velocidade final do 919 foi de 345 km/h

Desde 2016 a empresa Rolex é a empresa oficial responsável pela cronometragem da prova e presenteou os pilotos que ganharam com um modelo de pulso

Seus maiores rivais eram os três Toyota TS050 Hybrid sendo que um deles bateu o recorde de 3’14’’791 feito pelo japonês Kamui Kobayashi. O primeiro parou por problemas com o sistema híbrido e ficou muito tempo nos boxes. Outro, de Conway, Kobayashi e Sarrazin teve problemas de embreagem e o de Lapierre, Kunimoto e Lopez teve um pneu furado que causou um pequeno incêndio e o nº 8 abaixo da equipe Toyota Gazoo Racing chegou em nono lugar atrás de bólidos da LMP2, categoria que vem logo abaixo da LMP1. 

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Um carro hibrido da LM P1 pode ter um motor sem limite de cilindrada e a hibridação tem que ter dois sistemas de recuperação de energia. A potência máxima para carro hibrido da LM P1 é de 1000 cavalos e o LM P1 não hibrido 650. O primeiro pode ter quatro rodas motrizes, o segundo apenas duas e a caixa sete marchas só pode ter uma embreagem e não pode ser automática . A carroceria tem que ser fechada, monobloco, em carbono e discos e pastilhas em carbono também. A velocidade final é de 340 km/h. Alguns carros tem sistema de ar condicionado outros não e a temperatura interna destes podem chegar a 60 graus. O comprimento deve ser de 4,65 metros, 1,8 a 1,9 de largura e máximo de 1,05 de altura. A distância entre eixos é livre. O peso do hibrido deve ser de 878 quilos enquanto do não- hibrido 833.

O sistema de recuperação de energia (ERS) deve ser declarado antes da corrida. Pode ter: 2,4, 6 ou 8 mega joules (MJ) e se limitar a dois sistemas. A empresa alemã e a japonesa escolheram sistemas potentes e diferentes. A Porsche preferiu recuperar energia cinética, quando da frenagem e da desaceleração aproveitando a pressão dos gazes de escapamento que movem o turbo, sistema térmico. Já a Toyota (patrocinador DENSO) fez a opção de um duplo ERS aproveitamento e utilizando os dois eixos motrizes. Tanto um quanto o outro, ou ambos, permite enviar o excesso de energia ao motor. São limitados á 400 cavalos em Le Mans.

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A concentração, os carros na disputa, a comemoração e a festa Porsche que correu com dois carros 919

O Oreca 07 com motor Gibson V8 dos pilotos Tung, laurent, e Jarvis da equipe Jackie Chan DC Racing com um carro da LMP2 ficaram em segundo lugar geral e primeiro da categoria apenas uma volta atrás.

Os dois carros nº 38 e 37 da Jackie Chan DC Racing  que ficaram em segundo e terceiro respectivamente após a desclassificação do Vaillante Rebellion

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LMP2 com o Oreca 07, Dallara P217 e Ligier JSP217 todos eles com motor Gibson V8 atmosférico com 4,2 litros, 600 cavalos, caixa com seis velocidades, tanque com capacidade para 75 litros de gasolina e peso de 930 quilos. Os carros correm com pneus Michelin ou Dunlop. Os motores são alugados por hora de utilização.  São da Gibson Technology Ltd com sede no Reino Unido. O comprimento deve ser de 4,75 metros, 1,8 a 1,9 de largura e máximo de 1,05 de altura. A distância entre eixos é livre. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Muito disputada foi a categoria LM GTE Pro e o vencedor foi o Aston Martin Vantage de 18º na geral pilotado por Turner, Adam e pelo brasileiro Daniel Serra, filho de Chico Serra. Foram inscritos treze carros nesta categoria.

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Os carros da GTE ( Aston Martin, Corvette, Porsche 911, Ferrari 488 e Ford GT ) o motor atmosférico terá no máximo 5.500 cm³ e o Turbo 4.000 cm3 e potência de 520 cavalos. Deve ter tração traseira, chassi original e carroceria idem com arco de proteção interno.  Tanque de 90 litros.  O comprimento deve ser de 4,8 metros, 12,05 de largura e máximo de 1,25 de altura. A distância entre eixos é livre. Peso: 1.245 quilos.  Nota: O motor do 911 foi reposicionado em posição central traseira.

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O Vaillante Rebellion n°13 que chegou em terceiro geral com Nelson Piquet Junior, Heinemeier Hansson e Beche foi desclassificado. Após a corrida foi verificado que houve modificações na carroceria que não estava conforme o regulamento e no parque fechado houve houve uma intervenção não autorizada. A equipe que também correu com um Oreca Gibson entrou com um recurso.

Todos os carros na pista de todas as categorias tem que ter iluminação no número que o identifica. Bom para os organizadores, fiscais, imprensa e público

O Alpine A470 com motor Gibson nº 35, categoria LMP2 da equipe Signatech Alpine Matmut chegou em quinto lugar geral com Panciatici, Ragues e e o brasileiro André Negrão

O décimo lugar geral ficou com a equipe  Cetilar Villorba Corse com os pilotos Lacorte, Sernagiotto e Belicchi com um Dallara P217 nº 47 e motor Gibson LMP2

O tempo passa e os pilotos mudam. Nesta equipe e no mesmo carro o trio foi composto por Bruno Senna, Nicolas Prost e Julien Canal que é natural do circuito Sarthe. Chegaram em 17º lugar com o Vaillante Rebellion nº31 também com um Oreca 07 motor V8 Gibson na LMP2.

O melhor americano classificado, segundo da LM GTE Pro e décimo nono da geral foi o Ford GT nº 67 da equipe Ford Chip Ganassi Team UK com os pilotos Priaulx, Tincknell e Derani e média de 212 km/h.

Em vigésimo na geral o Chevrolet Corvette C7.R nº63 da equipe Corvette Racing - GM com os pilotos Magnussen, Garcia e Taylor.

Uma bela e tradicional corrida como Le Mans há mais de meio século tem um 911 na largada. E foi assim com o vigésimo lugar geral para o Porsche 911 RSR LMGTE Pro da equipe Porsche GT Team com os pilotos Lietz, Makowiecki e Pilet.

A Ferrari inscreveu vários 488 GTE na LM GTE e o melhor colocado foi o nº 71 da equipe AF Corse com os pilotos Rigon. Bird e Molina. Lindo carro!

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Rubens Barrichello

Rubens Barrichello, assim como todos os novatos nas 24 horas, teve que passar pelo simulador. Na corrida, foi muito elogiado pelos membros da Racing Team Nederland Dallara P217. O piloto Jan Lammers, com 61 anos, foi o mais velho a pilotar nesta edição e ganhou em 1988. Em 1979 o excelente ator Paul Newman, então com 51 anos, se classificou em segundo lugar com um Porsche 935 da equipe Dick Barbour Racing.

Rubens correu neste Dallara P217 Gibson, chegou em 23º e provavelmente será chamado em 2018.

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Curiosidade: Pela Terceira vez o antigo goleiro da seleção francesa de futebol, Fabien Barthez, corre pela Ligier JSP217 (LMP2) na equipe Panis Barthez Competição. Infelizmente seu carro não terminou a prova neste ano.

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Os estreantes

A foto de família

A preocupação com o clima nos dias da prova

Aprecie mais imagens


Billy Monger e Frédéric Sausset : O objetivo de ambos é a 24 Horas de Le Mans em 2020! Billy, com18 anos de idade, se acidentou gravemente correndo na Fórmula 4 em Donington em 2016 e teve as duas pernas amputadas. Foi convidado por Frédéric Sausset (a direita na foto) para dividir um carro em 2020. Frédéric  é o primeiro quadriamputado a ultrapassar a linha de chegada em Le Mans em 2016

Correu com um Morgan LM P2 adaptado. Alessandro Zanardi e nós estaremos torcendo por vocês!

As 24 horas de Le Mans já tem autorização da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para realizar a prova em 2018

Texto, tradução e montagem:  Francis Castaings  - Fotos/Photos: ACO - Automobile Club de l'Ouest

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4 Heures de Monza - Championnat European Le Mans Series

4 Horas de Monza - Campeonato Europeu Le Mans Series

Aconteceu em 14 de maio passado, domingo, as 4:00 Horas de Monza, Itália, a segunda prova do Campeonato Europa Le Mans Series. Esta etapa que antecede as 24 Horas de Le Mans.

A largada foi dada às 13:30 horário local. Dentre as categorias presentes estavam: LMP2 com o Oreca 07, Dallara P217 e Ligier JSP217 todos eles com motor Gibson V8 com 4,2 litros, 600 cavalos, caixa com seis velocidades, tanque com capacidade para 75 litros de gasolina e peso de 930 quilos. Os carros correm com pneus Michelin ou Dunlop.

Onde? perto de Milão, uma grande metrópole Italiana

O famoso autódromo. Sua extensão é de 5.793 metros

Estavam 36 carros na largada sendo 12 da LMP2, 17 LMP3 e 7 LMGTE. Ao todo 28 equipes de 13 países diferentes e 103 pilotos de 21 nacionalidades. Na LMP3 concorrem dois carros, ambos com motor Nissan. É o Ligier JS P3 e o Norma M 30.

Abaixo um Aston Martin Vantage GTE com motor V8 atmosférico, dianteiro, 4,5 litros, por volta de 520 cavalos, caixa com seis marchas, tanque com 98 litros de gasolina e peso de 1.208 quilos. Concorrem duas equipes com três pilotos cada. A Aston já fez muito sucesso em Le Mans na década de 50. Outros ingleses como o Bentley ganharam cinco provas 24 horas de Le Mans na década de 20.  E ganharam a prova com o modelo Bentley Speed 8 em 2003

Abaixo um Ligier JS P3 da LMP3 e um Chevrolet Corvette C7 Z06 da categoria LMGTE.

Um Porsche 911 RSR (991) com seis cilindros opostos, em posição traseira, 4,0 litros, por volta de 520 cavalos, seis marchas, tanque com 95 litros e peso de 1.258 quilos. 

Ferrari 488 GTE tem um V8 Turbo , em posição central traseira, 3,9 litros, por volta de 520 cavalos, seis marchas, tanque com 88 litros e 1.278 quilos. Três equipes correm com a Ferrari.

O Oreca 07 Gibson da equipe G-Drive Racing pilotado por Léo Roussel ganhou as 4 Horas de Monza após 132 voltas na categoria LMP2

Um Oreca 07 Gibson da equipe Graff da categoria LMP2

Um Dallara P217 motor Gibson Cetilar Villorba Corse da categoria LMP2

Outro Dallara P217 da equipe Racing Team Nederland também da LMP2

Um Ligier JSP217 Gibson da equipe Panis Barthez Competition da LMP2

O segundo lugar para o australiano Ricky Capo com o Norma M30, motor Nissam, campeão na LMP3

Ferrari 458 Itália GTE foi a campeã na classe LMGTE que será substituída por uma 488 nova

Melhores voltas: Um LMP2 da Equipe G-Drive fez a volta em 1:38.963, um LMP3 da Eurointernat em 1:46.606 e um LMGTE da Proton comp em 1: 49.943

Veja mais fotos das 4 horas de Monza na galeria abaixo. Próxima prova 17 e 18 de junho em Le Mans, França

Texto, tradução e montagem:  Francis Castaings  - Fotos/Photos: ACO - Automobile Club de l'Ouest

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As 24 Horas de Le Mans - 111 anos de existência - Em 17 e 18 de junho de 2017 acontecerá a 85ª competição

É uma longa história de uma associação de automobilistas da França que foi fundada em 1906. Esta se chama Automobile Club de l'Ouest. Iniciou suas atividades para organizar o primeiro Grande Prêmio do Automóvel Clube da França no circuito Sarthe na cidade de Le Mans. Ela fica na região do Rio Loire, departamento Sarthe. A primeira corrida aconteceu em 1923 e até hoje é um desafio para as grandes marcas. Foi interrompida na época da guerra entre 1940 e 1948. Abaixo uma largada em 1949.

E já com a prova em andamento

Abaixo um Nissan CLM P1/01 da ByKolles Racing Team

Onde fica?

O circuito

Sempre começa às 15:00 horas de sábado e acaba às 15:00 horas de domingo. Na França e em quase toda a Europa é verão em junho e julho. E como aqui há muito sol, calor e chuvas... Trinta e seis concorrentes se enfrentarão este ano no European Le Mans Series. Os campeões das três categorias prometem muita disputa em 2016.

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Categorias

Um Alpine A470

Um Porsche 919 Hybrid vencedor em 2016.

Os carros participantes são divididos em duas categorias. A LM significa Le Mans, a LMP Le Mans Protótipo, a GTE Grand Turismo Endurance e a Pro para Profissionais. Abaixo o Aston Martin V8 Vantage GTE da categoria LMGTE.

O Toyota Racing TS050 Hybrid será pilotado por  Sébastien Buemi, Anthony Davidson e Kazuki Nakajima. No regulamento consta no mínimo dois pilotos e no máximo três.

O Ligier JSP2

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Le Ford GT - O Ford GT

O lendário Ford GT40 foi quatro vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, entre 1966 e 1969. Na última participação foi pilotado pelo belga Jacky Ickx e pelo britânico Jackie Oliver. O Porsche 908 do alemão Hans Herrmann e do francês Gérard Larrousse estava apenas 120 metros atrás. Um dos finais mais emocionantes da prova até hoje.

A História do GT-40 - Um americano em Le Mans

O Ford GT 40 deu dor de cabeça a muitos Porsche e Ferrari nos meados da década de 60.

As famosas 24 horas de Le Mans se tornaram a mais dura prova de resistência para carros de corrida. Em sua maioria, era disputada por protótipos. Alguns carros de série se aventuravam mas no máximo ganhavam em sua categoria. A prova é disputada desde 1923 sendo uma das corridas de carros mais tradicionais e importantes do mundo. Um verdadeiro laboratório para as fabricas aplicarem ali a tecnologia a ser empregada nos carros de série. O circuito tem 13,64 quilômetros de extensão e em 1970, o vencedor percorreu 5350 quilômetros em um dia à uma média de 220 km/h.

No começo da década de 60 a Ford tinha intenção de entrar no circuito de competições da Europa, principalmente nas provas de longa duração.

A objetivo da empresa americana era comprar a tradicionalíssima Ferrari italiana.

Depois de ver os seis primeiros lugares ocupados pelos carros vermelhos de corrida nas 12 horas de Sebring em 1962, Henry Ford II não gostou de ver os AC Cobra serem vencidos.  Mas as negociações não foram para frente. Então o já famoso empreendedor Lee Iacocca, pai do projeto Mustang, apresentou seus planos de desenvolver um bólido moderno e veloz . Tinha que ser um V8 capaz de ultrapassar as 200 milhas por hora – 321 km/h.  No inicio contou com a ajuda de técnicos ingleses. O primeiro foi Eric Broadley famoso e competente pela construção dos carros de corrida Lola. O modelo T70 que faria sucesso anos mais tarde, além de muito bonito, era bastante veloz. Juntou-se a eles na equipe também, John Wyer proveniente da marca inglesa com vitórias em Le Mans, a Aston Martin, e o famoso Carrol Shelby conhecido pelos seus velozes e potentes Cobra. Para os testes de pista foi contratado o jovem piloto de corridas Ritchie Ginther. Assim estava formada na Inglaterra a Ford Advanced Vehicles (FAV) que durante anos fez sucesso nas pistas inclusive com trabalhos no Ford Capri entre outros.

Em 1964 nasce o GT 40. Media 3,96 metros e 1,02 de altura. Ou seja, 40 polegadas, daí o numero mágico do bólido de corridas. Seu objetivo era barrar as vitórias da Ferrari e também da Jaguar. Neste projeto foi gasto muito dinheiro e empregada toda a tecnologia disponível na época. Era um carro muito bonito, baixo, frente inclinada e com duas entradas de ar sobre o capô. Os faróis carenados, o pára-brisas envolvente, vidros laterais inclinados para dentro da carroceria e vidro traseiro mostrando o coração da máquina. A parte superior das portas iam quase até a metade da capota. Não era novidade já que o famoso Mercedes Gull Wing tinha também esta bela particularidade.

O enorme capô traseiro abria-se de frente para trás. Uma obra de arte sobre rodas. Super atraente até hoje. O primeiro deles chamou-se Mark I, ou MK I.  O motor, na posição central era um V8 OHV de 4, 7 litros que fornecia 390 cavalos de potência. A origem deste grupo propulsor era do Ford Fairlane. Sua velocidade máxima estava perto dos 320 km/h. A taxa de compressão era de 12,5:1 e o torque máximo era atingido a 7000 rpm. A caixa de marchas tinha 5 velocidades. Os freios eram da famosa marca Girling. Saúde de futuro campeão.

Nos primeiros testes no circuito Le Sarthe, na cidade francesa de Le Mans, os carros se acidentaram por causa da má estabilidade direcional devido a problemas de aerodinâmica. Foi colocado então um aerofólio traseiro que melhorou mas não corrigiu o defeito. Sua estréia no campeonato mundial de Marcas se deu nos "1000 Quilômetros de Nürburgring" em 1964. Nos treinos foi o segundo mais rápido. Os pilotos eram o grande Bruce Mclaren e o não menos famoso Phil Hill. Este último chegou a ocupar a segunda posição, mas problemas de suspensão não o deixaram completar a mais dura prova alemã da temporada. Neste mesmo ano a fabrica americana alinhou três unidades do bólido para disputar a prova francesa com duração de um dia em Le Mans. Tradicionalmente começa sempre num sábado, sempre ás 16:00 horas.

Nos treinos de classificação os carros americanos conseguiram a segunda, terceira e nona posição. Na prova, os carros das duplas Ginther/Gregory quebrou a caixa de marchas da marca Colotti na quarta hora. O carro de Attwood/Schlesser pegou fogo por causa de um vazamento de gasolina e o terceiro de Graham Hill e Bruce Mclaren, que resistiu mais tempo, também sofreu o mesmo problema do primeiro. O câmbio não suportava tanta potência. Mostrou ser veloz nas retas pelo fato de ter ultrapassado as Ferrari na famosa reta Mulsanne a mais de 320 Km/h. Número apreciável até hoje. Na corrida seguinte, nas 12 horas de Reins, também na França, o câmbio também traiu o GT40. Na última corrida do campeonato, em Nassau nas Bahamas, o desastre foi maior. Os oito carros que foram para a pista não terminaram. Quebra total na equipe americana.

No ano de 1965 nasce a versão Mark IA. A equipe já estava sob o comando de Carroll Shelby na fabrica de Kar Kraft perto de Dearborn no estado americano de Michigan. O novo motor do Cobra de 4,7 litros foi adotado. Também as rodas passaram a ser fundidas, os pneus agora eram da marca Dunlop e o cambio era um ZF alemão.

A primeira corrida em Daytona, na Flórida, foi vencida por Miles e Ruby. Mas a concorrência não estava a altura, eram fracos. Na segunda, em Sebring, o Mark II ficou em segundo atrás de um carro Chaparral, projetado por Jim Haal e equipado com um motor Chevrolet. O maior concorrente da Ford nos EUA. Dizem que os dirigentes ficaram furiosos por isso. Foi irritante.  Veio então o Mark II. Foi apresentado em abril com motor de 6,99 litros OHC do Ford Galaxie. O modelo conhecido nosso, corria nos EUA nas provas de stock-cars na versão cupê que não foi produzida no Brasil. Este grupo propulsor pesava 280 quilos e era muito para um protótipo com pretensões de vencer os Ferraris. Mas era muito potente: 485 cavalos a 6200 rpm. Os discos de freios eram ventilados e a caixa tinha 4  marchas. Em testes alcançou a máxima de 329 km/h .Iria enfrentar Le Mans em Junho.  Mas o que aconteceu foi um novo fracasso. Os estreantes MK II quebraram o cambio e os outros, versão antiga, com o motor Cobra tiveram problemas também no cambio e no cabeçote. Mas mostraram ser extremamente velozes.

Em 1966 o terceiro projeto objetivando Le Mans era desenvolvido. Tratava-se do Ford J ou GTP. Era 180 quilos mais leve que o anterior graças a técnicas e materiais mais leves empregados. Tinha melhor aerodinâmica. Usou um cambio automático para aproveitar melhor o imenso torque do motor de 7,0 litros. A Ford ganhou pela segunda vez nas 24 horas de Daytona e também venceu as 12 horas de Sebring com o modelo “Roadster”, versão antiga, nas mãos de Milles e Ruby. Nesta prova famosos como o Porsche Carrera 6 e a Ferrari 330 P3 participaram. Até um Corvette Stinray ganhou em sua categoria. E finalmente veio a vitória na prova de longa distância francesa. Mas não com o J. Oito carros Mark II foram inscritos e ganharam as três primeiras colocações. Os pilotos Bruce McLaren e Chris Amon saborearam a tão esperada vitória nas 24 horas. O fato iria se repetir em 1967, 1968 e 1969.

Em 1967, os 1000 Quilômetros de Spa na Bélgica, são vencidos pelo Mirage Ford que era uma nova versão do GT 40. O carro era mais leve e o motor de 5,7 litros com cambio ZF provou ser resistente e muito bom. Nesta bela pista do Circuito Nacional de Spa-Francorchamps, de 14,1 quilômetros de extensão, são dadas 41 voltas. A média estava por volta de 255 km/h.

Em Le Mans sete carros Ford GT40, de diferentes versões e equipes foram para a pista. A Ferrari tinha preparado igual quantidade de bólidos, a Chaparral e a Lola também estavam lá. O patrão Henry Ford II foi o convidado de honra da prova.

A largada se dava com os pilotos de um lado da pista e os carros, estacionados em 45º, do outro. Após o sinal, iam correndo, davam a partida e largavam velozmente. O famoso piloto americano A. J. Foyt em dupla com Dan Gurney venceram a prova. O segundo lugar ficou com Bruce Mclaren e Mark Donohue com o modelo Mark IV. Este modelo pesava 1000 quilos e seu comprimento era de 4,34 metros. Seu motor era um V8 OHV de 6,9 litros e 500 cavalos. A velocidade máxima chegava a 355 km/h. Cruzaram a linha de chegada quatro voltas a frente da ameaçadora Ferrari 330 P4 de Parkes e Scarfiotti. 

Em 1968 o regulamento mudava. Os motores estão limitados a 5,0 litros de cilindrada. A Ford se retira oficialmente e os GT40 agora correm em equipes particulares e a mais famosas tem as cores da Gulf, empresa petrolífera cujos carros ficaram famosos pelas cores azul claro com faixas laranja. Neste ano a Ferrari se retira e a fábrica americana tem como concorrentes os temidos e velozes carros alemães da marca Porsche.

Os GT40 ganharam o campeonato e as vitórias foram na Inglaterra (Brands Hatch), em Monza na Itália, na Bélgica, nos EUA em Watkins Glen e o piloto competente mexicano, Pedro Rodriguez venceu em Le Mans. A terceira vitória em terras francesas foi obtida pelo carro equipado com motor de 4,95 litros e 420 cavalos de potência. Estes GT’s já eram produzidos pela JW(J. Wyer e John Wilment) Automotiva. Nesta, fabricavam-se os carros de passeio e de corrida

Em 1969 o GT40 travou sua maior batalha em Le Mans. O carro pilotado pelo competente belga Jacky Ickx, que fez bonito também na Formula Um e em ralis, passa a linha de chegada há apenas 120 metros do Porsche 908 de Hans Hermann após uma disputa metro a metro que durou três horas. Foi uma corrida memorável e aqueles que estiveram presentes sempre comentam com fervor. Estiveram presentes a Porsche alemã com modelos 908 e 917 que estreavam na prova. A Matra com motores V12 de 3,0 litros, a Alpine com motores V8 Renault-Gordini de 3,0 litros também e a Ferrari com dois modelos 312 P. Dada a largada e após as primeiras horas, o consumo de combustível dos Porsche era muito maior que dos concorrentes mas eles conseguiam manter a ponta. A primeira baixa foi de um 917 que se acidentou causando a morte um de seus pilotos. No começo da noite o Matra estava em segundo e os GT40 vinham avançando com muita regularidade. Na madrugada os carros americanos já ocupam o quarto e o quinto lugar e um 908 pega fogo e abandona. No principio da manha outro Porsche 917, de Vic Elford e Attwood tem problemas e vai para os Boxes. Volta para a maratona mas por pouco tempo. Depois outro 908, com problemas no cambio também vai ao socorro da equipe. O único GT40 que não enfrenta os avessos do circuito, de Icks e Oliver, assume a liderança.Em seu encalço vem o 908 de Herrman e Larrousse. Era visivelmente mais rápido.

A disputa foi cinematográfica até a bandeirada final e nunca, em 37 anos de provas neste circuito, até a época, havia acontecido algo parecido. As posições se alternaram com ou sem abastecimento nos boxes. Foi nervosa e muito atraente para o publico que ficou entusiasmado com o pega sensacional. Vitória final, na quarta vez consecutiva para o inesquecível Ford GT.  A última competição do campeonato mundial de marcas do bólido americano e despedida das pistas neste campeonato foi em 1969, quando venceu mais uma vez as 12 Horas de Sebring.  O campeonato ficou em mãos germânicas.

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Dados Históricos sobre Le Mans

Em 1969, a cidade de Le Mans, que fica a 203 quilômetros de Paris e tem 149.000 habitantes, recebeu um público de 300.000 pessoas. Ficam em hotéis e em camping. Vários dormem em seus carros ou traillers.

Na reta Hunaudiéres/Mulsanne , os carros chegavam a velocidades superiores a 340 km/h. Dois anos depois, o Porsche 917 atingiu 385 km h e em 1988, um WM Peugeot chegou a incrível marca de 407 km/h.

Em 1990 foram então construídas duas chicanes para barrar velocidades finais tão altas. Pela segurança e para barrar os recordes que os homens não cansam de bater.

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Modelos “Street”

Em fevereiro de 1966 começou a ser vendido na Inglaterra o modelo GT 40 PR. Como o próprio John Wyer definiu, tratava-se de uma versão calma. O motor V8 tinha 4,7 litros, 335 cavalos que levava o esportivo de rua a 260 km/h . Cerca de 80 modelos GT 40 foram fabricados para andar nas cidades e auto-estradas. Existem pouquíssimos originais que valem uma fortuna.

Várias copias e replicas foram feitas. Uma das fabricas que fizeram a réplica até 1990 é a DAX inglesa situada em Edimburgo. A cópia é a do MK 1 que ganhou em Le Mans em 1966. Usava freios do Ford Granada, transmissão do Renault 30, motor V6 PRV ou V8 da Ford ou Rover. Uma salada mecânica. Outra era a KVA, também inglesa. Vendeu mais de 300 kits entre 1984 e 1990. Usava quase o mesmos componentes mecânicos que a DAX mas era muito mais bem feito. Externamente era muito fiel.

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Nas telas

No filme francês de 1966, Um homem e uma mulher, estrelado pelo ator e piloto Jean Louis Tritingnan, o GT40 aparece fazendo testes na pista inclinada do circuito francês de Linas-Montlhéry. Neste filme, que dizem que foi a estréia do merchandising nas telas, o Ford Mustang do protagonista, é tão importante na fita quanto ele.

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Em Escala

Nos anos 60, o GT40 brilhou também nas pistas de autorama no país tanto na escala 1/32 quanto na escala 1/24. Neste último, a carroceria era em bolha. Usava motores azuis ou vermelhos mas os preferidos eram os de carcaça cromada, os famosos Cox. Faziam a alegria de adultos e crianças tanto em pistas domésticas quanto nas profissionais de lojas que tinham até 12 faixas de rolamento. Eram fabricados pela empresa de brinquedos nacional Estrela que também fizeram o modelo J nas cores vermelha e azul. Deixaram saudades.

Nas miniaturas de metal, a Matchbox, no catalogo de 1966, já disponibilizava um modelo simples, mas muito bonito. Bem decorado era branco com uma faixa azul central. O motor V8 bem detalhado era visível do vidro traseiro. Muito semelhante ao carro de estréia de Phil Hill.A Le Mans Miniaturas, como o próprio nome indica, é especializada em carros que fizeram sucesso neste circuito. Recentemente lançou, na escala 1/24 os dois GT-40 Mirage Ford que abandonaram na edição de 1967. Ambos nas cores da equipe Gulf, azul com faixa laranja central , nº 14 e 15. São vendidos em kit para montar e pintar, kit já pintado ou pronto. Perfeitos. Mas caros.

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No Brasil - Estabeleceu recorde de velocidade máxima no pais no principio da década de 70. E correu em algumas provas de longa duração. Pertencia a equipe Greco, que sempre foi fiel a marca Ford. Alguns anos depois o bólido americano inesquecível de Le Mans foi comprado pela família Fittipaldi. Ficou em ótimas mãos por muitos anos.

A tentativa da lenda ressuscitar

Em 1995 foi apresentado ao mundo o GT-90. Segundo a imprensa americana, o protótipo branco, cor muito usada nas pistas na década de 60, tinha o “Nariz Le Mans” se referindo a “boca” para a entrada de ar frontal. Muito bonito e com aerodinâmica bem estudada, lembrava o modelo 40.

O carro tinha 720 cavalos, 5,9 litros e 12 cilindros em V. Carroceria e chassis misturavam fibra vidro, liga de carbono e alumínio.

Aceleração de 0 a 100 em 3,2 segundos e final de 378 km/h. Deixa-se claro que foram dados estimados do fabricante. Nunca foi para as pistas .... pois não passou de um Dream Car.

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Em 2016 três Ford GT-70 (Ford GT GTE Ecoboost) foram inscritos. E fizeram bonito! O bólido da equipe Chip Ganassi Team USA pilotado pela trinca de pilotos Sébastien Bourdais (FRA), Joey Hand (US) e Dirk Müller (GER) da categoria LMGTE Pro chegou em 18º na geral, 20º e 21º. E primeiro na categoria LMGTE Pro na primeira participação.

O Ford GT-70

Ferrari 488 GTE LMGTE Pro e LMGTE AM

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Les 24 Heures du Mans au Salon Automobile de Genève - As 24 horas de Le Mans no Salão do Automóvel de Genebra

* La Ford GT n°68 victorieuse en LM GTE Pro aux 24 Heures du Mans 2016 est exposée sur le stand du constructeur américain au Salon automobile de Genève. *

Les 24 Heures du Mans au Salon automobile de Genève Nombre de voitures qui ont participé aux 24 Heures du Mans, récemment ou pas, ou qui seront au départ de la 85e édition en juin prochain sont exposées au Salon automobile international de Genève, qui ouvrira ses portes au public le 7 mars jusqu'au 19 mars..

Les 24 Heures du Mans au Salon automobile de Genève

S’il y a un stand à ne pas manquer pour les fans d’endurance et des 24 Heures du Mans, c’est celui de Ford avec pas moins de trois voitures victorieuses dans la Sarthe ! La plus ancienne est l’iconique Ford GT40 n°2 qui a permis à Bruce McLaren et Chris Amon de décrocher la toute première des quatre victoires consécutives de la marque à l’ovale bleu aux 24 Heures du Mans en 1966. Quant à la plus récente, la Ford GT n°68, elle s’est imposée aux mains de Joey Hand, Dirk Müller et Sébastien Bourdais dans la catégorie LM GTE Pro l’an dernier, cinquante ans jour pour jour après sa mythique aïeule.

Enfin, entre les deux, un bolide qui n’a pas été construit par Ford, mais dont la marque de Dearborn a fourni le moteur : la Mirage GR8 - Ford victorieuse au Mans en 1975 avec Jacky Ickx, qui célébrait la deuxième de ses six victoires mancelles, et Derek Bell qui, bien que son aîné de plus de trois ans, n’en était qu’au premier de ses cinq succès sarthois.

Un succès après lequel Toyota court toujours malgré ses treize participations. Le constructeur nippon n’a jamais été aussi près que l’an dernier de monter, enfin, sur la plus haute marche du podium : il s’en est fallu d’un petit tour pour que la Toyota TS050 Hybrid exposée à Genève franchisse la ligne d’arrivée en première position, mais une perte subite de puissance en a décidé autrement. Cette déconvenue a conduit les Japonais à engager une troisième voiture pour la 85e édition des 24 Heures du Mans.

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Aston Martin Vantage

Trois, c’est aussi le nombre de voitures qu’Aston Martin alignera en juin prochain, mais dans deux catégories différentes. La Vantage n°95 présente en Suisse a permis au constructeur de Gaydon de s’adjuger le Trophée Endurance FIA des Equipes LM GTE Pro en Championnat du Monde d'Endurance (WEC) l’an dernier, tandis que la Rebellion R-One n°13 exposée en a fait de même pour Rebellion Racing chez les écuries privées LM P1. Cette dernière est accompagnée sur le plateau du Salon de Genève par l’Oreca 07, flanquée aussi du n°13, que l’équipe Vaillante Rebellion, de retour dans la catégorie LM P2, fera débuter en 2017.

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Texto e tradução:  Francis Castaings  - Fotos/Photos: ACO - Automobile Club de l'Ouest

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